Educação Ambiental no Ensino Fundamental II em São Félix do Xingu-PA: percepções docentes e limites da integração curricular no contexto pós-COP 30
DOI:
https://doi.org/10.5281/bskb7q60Palavras-chave:
Educação Ambiental; Formação Docente; Currículo Escolar; Educação Climática; Amazônia.Resumo
Este artigo analisa as percepções de docentes do Ensino Fundamental II sobre a Educação Ambiental no município de São Félix do Xingu, Pará, evidenciando os limites da integração curricular da agenda climática no contexto pós-COP 30. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com aplicação de questionários semiestruturados e realização de entrevistas em profundidade com professores da rede pública municipal. Os dados foram examinados por meio de análise categorial interpretativa, permitindo identificar recorrências, tensões e desafios presentes no cotidiano escolar. Os resultados indicam que a Educação Ambiental é amplamente reconhecida pelos docentes como temática relevante para a formação cidadã e para a conscientização socioambiental dos estudantes. Contudo, sua inserção no currículo ocorre de forma fragmentada, dependente de iniciativas individuais e pouco sustentada por políticas institucionais consistentes. Evidenciam-se lacunas na formação inicial e continuada dos professores, bem como dificuldades para operacionalizar a transversalidade curricular e integrar, de modo sistemático, debates climáticos globais às realidades locais. No cenário pós-COP 30, os achados revelam que eventos internacionais, embora simbolicamente relevantes, não promovem mudanças estruturais automáticas na prática pedagógica. Conclui-se que o fortalecimento da Educação Ambiental.
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